A ComNet se Expande na América Latina

Ricardo Acle nomeado Diretor de Vendas para a América Latina
Danbury, CT. 23 de maio de 2011, A Communication Networks de Danbury, Connecticut que realiza negócios sob o nome ComNet, um fabricante líder na transmissão por fibra óptica e equipamentos de rede, nomeou Ricardo Acle como o Diretor de Vendas para a América Latina da empresa. Ricardo será responsável pelos empenho na alavancagem de vendas para a América Latina da empresa. A infraestrutura dentro da América Latina está se expandindo rapidamente. A expansão incrementa a demanda por produtos de fibra óptica e transmissão por Ethernet. A ComNet decidiu expandir a sua presença no mercado e apontou Acle para posicionar a Empresa nesse mercado em expansão além de expandir as vendas dos produtos.
“A América Latina oferece à ComNet uma grande oportunidade de expansão. A demanda por fibra óptica e equipamentos de transmissão por Ethernet é forte e continuará crescendo conforme o mercado evolui. Ter a pessoa certa para liderar os esforços é crucial. Acreditamos que Ricardo é esta pessoa", afirma Andrew Acquarulo Jr., Presidente e Executivo Chefe de Operações da ComNet.
"Recentemente, Rick esteve focado no gerenciamento da Região Ocidental de Vendas nos Estados Unidos. A sua experiência e habilidade para desenvolver parceiros fazem dele a escolha ideal para liderar este esforço", continua Acquarulo. "Esta função é um novo e grande desafio para mim. "Ter a oportunidade de conduzir a ComNet em um novo e importante mercado com tal potencial é um privilégio. Estou ansioso para posicionar a ComNet na mesma posição de destaque criada aqui nos Estados Unidos. Estarei anunciando alguns planos bem estimulantes em um futuro bem próximo", concluiu Acle.
Rick tem muitos anos de experiência no fornecimento de soluções de comunicação por fibra óptica e é bem conhecido entre os principais usuários na região ocidental dos Estados Unidos. Rick veio da escola Valley em Irvine. Acle estará sediado no escritório de Mission Viejo, Califórnia. Ele pode ser contatado através do número 949-713-7011 ou por e-mail no endereço racle@comnet.net.
A ComNet oferece uma ampla linha de equipamentos de transmissão de vídeo e dados por fibra óptica fabricados nos Estados Unidos bem como uma linha de equipamentos de rede Ethernet exclusivamente posicionada para atender às necessidades do mercado de Sistemas de Transporte Seguro e Inteligente. A ComNet está localizada em Danbury, CT em uma planta de última geração que abrange os processo de produção e manufatura de seus produtos além dos setores de engenharia, embarque, vendas, atendimento ao cliente, marketing e outros setores. Para informações mais detalhadas, por favor, entre em contato com Skip Haight no número 203.796.5340; ou por e-mail no endereço marketing@comnet.net. A ComNet pode ser encontrada facilmente na Internet no endereço www.comnet.net. Arquivos eletrônicos desta divulgação e fotos dos produtos ComNet estão disponíveis contatando o Departamento de Marketing da ComNet pelo e-mail fhaight@comnet.com.
Grupo Policom® chega aos 15 anos, amplia atuação e investe no segmento de segurança

Crise e oportunidade, na milenar sabedoria chinesa, são palavras que se complementam. Essa frase, conhecida de todos, resume a atuação do Grupo Policom® nos últimos meses, ou mais especificamente desde que teve início a atual crise econômica mundial, em agosto de 2007. Nesta entrevista, Gilmar Miralha, presidente do Grupo Policom, fala sobre essa trajetória e sobre as metas.
Como o sr. resume a história do Grupo Policom?
Fundado em 1995, o Grupo Policom (www.grupopolicom.com.br) rapidamente tornou-se líder no mercado nacional de distribuição de produtos para Cabeamento Estruturado, direcionados a aplicações de dados, voz, vídeo e controles prediais. Os motivos são as parcerias com os principais fabricantes do mercado, reconhecidos internacionalmente e a seriedade, profissionalismo e atualização tecnológica de toda a equipe técnica e comercial. A isso se soma uma política comercial e de marketing diferenciada, firmada na parceria e no comprometimento. O sucesso de nossa atuação também tem como uma das causas a estrutura logística criada, que tem condições de atender a todo o território nacional, e o suporte técnico e comercial oferecido aos nossos clientes. O seu corpo de profissionais participa constantemente de cursos ministrados pelos fornecedores e parceiros, mantendo-se atualizados para orientar corretamente os clientes com relação às melhores soluções de conectividade. Atualmente, o Grupo Policom possui diversos engenheiros e RCDDs entre seus colaboradores.
Como evoluiu a abrangência territorial da ação do Grupo Policom ao longo dos anos?
Nossa história se inicia na capital paulista e hoje atinge grande parte do território nacional. Dos sete Estados que representam 75% do PIB brasileiro (SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC), o Grupo Policom está diretamente presente em quatro deles (SP, RJ, RS e PR). Além disso, atende dois outros (MG e SC) via as unidades de São Paulo e Paraná, respectivamente. Nossa presença direta acontece via as empresas do Grupo: Policom São Paulo Policom Rio, Paris Cabos (São Paulo-SP), Policom Paraná e Policom RS (Porto Alegre-RS). Além disso, mantemos representantes regionais em outras capitais brasileiras.
Os últimos dois anos foram de crise econômica em nível mundial. Como foi a ação do Grupo Policom nesse período e que resultados obteve?
Nesses últimos dois anos, o Grupo Policom criou novos mercados, ampliou a quantidade dos itens comercializados, assumiu o controle acionário de empresas e, com isso, conseguiu manter os mesmos níveis de faturamento, o que é uma vitória quando se considera que grande parte do portfólio é formada por produtos importados.
Considerando o porte dos projetos, que grupo foi mais afetado e qual foi menos penalizado? Que medidas foram adotadas pelo Grupo Policom para enfrentar essa situação?
A crise afetou pequenos projetos, mas os médios e grandes cresceram, como, por exemplo, em data centers, com algumas obras se estendendo até 2010. Além de nos fortalecermos nesse mercado corporativo, criamos novas oportunidades de negócio com nossa entrada no segmento de CFTV, via parceria com a Pelco iniciada em fevereiro de 2008 e que mereceu investimentos significativos, seja na formação de estoque para pronta entrega, seja na contratação de profissionais ou ainda com formação, atualização e reforço da equipe de vendas externas, inclusive criando gerências para as verticais CFTV, indústria e corporativo. A esses fatos se somam a mudança da sede da Paris Cabos em dezembro de 2008 e o direcionamento de sua atuação ao interior do Estado de São Paulo; a aquisição do controle acionário da Policom RS (ex- Cabosul); e o início da distribuição da linha Uniprise® da CommScope.
Que outras ações o sr. destaca?
A comercialização de cabos para aplicações especiais também foi destaque em 2009: comercializamos em nossas empresas 550 mil metros de cabos ópticos Dätwyler, fabricante especializado em cabos de construção especial, livres de metais pesados (ROHS), recomendados para aplicação em industriais, gasodutos, oleodutos e túneis. O resultado comprova o grande sucesso desse produto, principalmente se considerarmos que estamos comercializando este fabricante há pouco mais de um ano e já contamos com importantes cases no Brasil como Metrô Rio, CPTM, Banco Santander, Volkswagem e Continental Pneus.
Em números, o que isso representa?
Em números, isso significa que, de 2007 para 2008, o faturamento do Grupo Policom cresceu 23%. Em 2008, atingiu a casa dos R$ 91 milhões, mesmo valor realizado até dezembro de 2009. O investimento em profissionais para as áreas comercial e técnica atendeu a todas as empresas do grupo. No total, 14 novos profissionais foram contratados, o que corresponde a um crescimento de 30% no número de colaboradores nessas áreas.
Quais os planos para 2010?
Para 2010, o Grupo Policom continuará investindo na qualificação do corpo de colaboradores e na fidelização dos canais como base para seu crescimento. Para favorecer essas ações inaugurará o Policom Solution Center. Serão 130 m² dedicados a show room funcional das principais tecnologias ofertadas pela empresa e centro de treinamento, que atenderá demanda interna e externa. Para 2010, a meta é crescer entre 10% e 15%.
Que novidades na linha de produtos o sr. destaca para 2010?
Em termos de produtos, destacam-se algumas novidades importantes para 2010, tais como a linha de cabos Safety da Dätwyler, indicada para áreas com grandes aglomerações de pessoas, com potencial risco de desastres, como estádios de futebol, ginásios de esportes, estações de trem e de metrô, visando ao atendimento de projetos relacionados à Copa de 2014; Temos alinha SYSTIMAX 360º, da CommScope, que se constitui total renovação das soluções em cobre 10G, soluções ópticas e iPatch. O design destes produtos é bem inovador e ergonômico, certamente vai causar impacto no mercado nacional. Por fim, destaco o sistema Endura 2.0, da Pelco, que permite a codificação, a gravação e a exibição de imagens em alta definição, com garantia de interoperabilidade e desempenho, que aproveitam todos os benefícios das modernas câmeras de megapixel sem estourar o custo do sistema. A história do Grupo Policom é firmada no Cabeamento Estruturado. Há dois anos, está investindo em CFTV, principalmente em CFTV IP. Quais os motivos que levaram a essa opção?
De 1992 a 1995, com o surgimento do cabeamento, fomos formadores de opinião. Atualmente, está acontecendo o mesmo com CFTV IP e temos como nos destacar porque temos grande conhecimento de rede. Isso também ajuda os integradores a migrar para CFTV. Acreditamos que o mercado de segurança em CFTV vai ficar com TI e que os gestores de TI vão ter uma participação importante e talvez até absorver esta parte, auxiliando os gestores da área de Segurança. Essa estimativa está fundamentada em números da Abese – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos, hoje são 1,3 milhão de câmaras e nos próximos anos mais 140 mil por ano. A expectativa para os próximos anos é a de que o setor de CFTV cresça 3 vezes o PIB, que está sendo estimado, pelo Governo, entre 4% e 5% ao ano.
Como o Grupo Policom pretende atingir esse mercado e replicar aqui o que aconteceu com o Cabeamento Estruturado?
Estamos aproveitando nossos parceiros de cabeamento para absorver esse mercado de CFTV e também estamos conquistando novos parceiros que já atuavam em segurança e agora têm as empresas do Grupo Policom como uma opção em equipamentos de CFTV e cabeamento. Buscamos oferecer um diferencial: ser um distribuidor de CFTV altamente focado e experiente em redes. Nossa meta é desenvolver esse mercado, auxiliar também o consumidor final, dando-lhe informações e formação, atuando no desenvolvimento desse mercado, principalmente do CFTV IP, de forma semelhante ao que fizemos com o mercado de cabeamento estruturado.
Sueco inventor da câmera IP visita o Brasil, o mercado que mais cresce no continente

O engenheiro Martin Gren lançou o primeiro modelo da categoria, a Axis 200, em 1996; no país, projeções apontam demanda pelo menos três vezes maior até 2012
São Paulo, 3 de novembro de 2009 - O invento do sueco Martin Gren, 47, está para o mercado de monitoramento por vídeo assim como o DVD esteve para o universo do VHS. Gren é o criador das câmeras IP, projetadas para transmitir imagens via rede e desbancar os modelos analógicos – algo que deve acontecer no Brasil antes até que nos Estados Unidos, segundo a consultoria norte-americana IMS Research. Para conhecer de perto esse mercado tão promissor, o cientista visita São Paulo e Rio de Janeiro entre 1º e 8 de novembro.
“Numa época em que tudo está se digitalizando, encontramos um mercado que ainda era completamente analógico. Era óbvio que mais dia ou menos dia, as câmeras de monitoramento iriam se tornar digitais. Resolvemos correr e ser os primeiros a fazer isso”, conta Gren, que em 1984 fundou a Axis Communications, fabricante das câmeras, na Suécia.
Em 1996, quando a Internet ainda engatinhava, Gren e sua equipe escolheram os navegadores Web como a plataforma padrão para visualizar as imagens. E aposta deu certo: a Axis 200, a primeira câmera IP lançada no mundo, ditou os passos que toda a concorrência viria a trilhar mais tarde, ao embutir nos aparelhos um mini-servidor Web que permite assistir às imagens ao vivo de qualquer lugar do mundo.
Para manter a liderança em um mercado que ajudou a criar – a Axis tem, de longe, o maior market share de câmeras de rede no mundo, com fatia de 33,5%, segundo a IMS Research - Gren aposta numa fórmula simples, mas eficiente: desenvolvimento e pesquisa. “Investimos 15% de nossos ganhos em pesquisa”, conta Gren.
Mercados
Com crescimento constante mesmo durante a crise, a empresa aposta em mercados emergentes para consolidar sua liderança em escala global. Em 2009, a Axis Communications abriu em São Paulo o escritório regional para a América do Sul. “Nos próximos anos, nossa meta é consolidar a liderança no mercado de vídeo na América do Sul”, diz Alessandra Faria, diretora da empresa para a região.
Projeções do IMS Research apontam que o mercado de câmeras IP do Brasil terá, pelo menos até 2012, o crescimento mais acelerado de todo o continente americano. É aqui onde as câmeras IP se igualarão às analógicas primeiro, no fim de 2012, segundo o levantamento.
No país pela primeira vez, Martin Gren fala com jornalistas em São Paulo, em 3 de novembro (houve transmissão via Internet, com imagens capturadas pela Axis Q1755). Na sequência, Gren participará da primeira Conferência Axis para a América do Sul, em Angra dos Reis, organizada para revendedores e parceiros da região.
Na entrevista a seguir, Gren fala um pouco mais sobre a história das câmeras IP e adianta os próximos passos da Axis.
Por que você decidiu apostar em tecnologia IP para câmeras?
Martin Green: Tivemos a ideia de desenvolver uma câmera para redes e decodificadores de vídeo. E numa época em que tudo está se digitalizando, encontramos um mercado que ainda era completamente analógico, o das câmeras de segurança. Era óbvio que mais dia ou menos dia isso tudo iria se tornar digital. Resolvemos correr e ser os primeiros a desenvolver o produto. E sabíamos também que para a indústria já posicionada no mercado, como os fabricantes das câmeras analógicas, seria difícil liderar um processo de mudança tecnológica tão grande como esse.
Mas a Internet ainda não tinha toda essa força de hoje em dia…
MG: Depois de muitos testes, decidimos que os navegadores Web seriam a plataforma padrão para visualizar as imagens. Tivemos então de descobrir como transportar esses dados digitais e apostamos nesse formato.
Quais desafios enfrentaram até chegar à primeira câmera?
MG: Inicialmente, foi a compressão de dados. Nossa primeira câmera fazia uma imagem D1 a cada 17 segundos. Era preciso quebrar a barreira de dos 30 fps (frames por segundo ) para sermos atores sérios na indústria da vigilância. Levamos quatro anos de desenvolvimento para chegar lá!
Comparando a primeira câmera, criada há 13 anos, e as soluções modernas, quais são as principais mudanças tecnológicas?
MG: A primeira câmera era muito lenta e só servia para monitoramento remoto. Hoje temos uma ampla gama de câmeras IP, a maior do mercado, com padrão de qualidade de imagem superior e compatíveis com o formato HDTV.
O que levou a Axis a ser líder desse mercado?
MG: Tem a ver com a combinação de dois fatores: nossos produtos são inovadores e nos beneficiamos com uma mudança de paradigma, que não foi só um novo padrão tecnológico, mas também uma nova maneira de vender câmeras. Essa é a maior dificuldade para os incubadores nessa indústria.
Como é o trabalho de desenvolvimento?
MG: Investimos cerca de 15% de nossos lucros em desenvolvimento e pesquisa. O nosso time de desenvolvedores trabalha em Lund, na Suécia, e conta com a ajuda de um amplo canal de distribuição e com escritórios locais.
Como driblar as fabricantes asiáticas, de baixíssimo custo?
MG: Investimos pesado no que é o nosso diferencial, que é a altíssima qualidade do processamento de imagens. Também tiramos vantagem da nossa posição de líder de mercado para incorporar os últimos lançamentos em sensores e lentes. Temos ainda uma rede eficiente de parceiros com fornecedores de aplicativos dando suporte às nossas câmeras. Num futuro próximo e previsível, acreditamos que a concorrência asiática vai ficar bem para trás, mas é claro que não podemos subestimá-los, ainda que, repito, a tecnologia deles não seja top de linha.
E como a Axis enfrentou a crise global?
Mantivemos nossa posição de vanguarda e estamos caminhando rumo à liderança do mercado de câmeras por completo, que engloba as digitais e as analógicas.
Analistas de mercado sinalizam que as câmeras de rede vão se igualar às analógicas. Quanto a Axis contribui para esse cenário?
MG: Nossos principais esforços são exatamente para acelerar essa mudança de padrão no mercado. Temos o nosso Axis Academy, um programa de treinamento para educar o mercado, que acredito ser a nossa principal contribuição. Também estabelecemos o Onvif, que é um fórum aberto para estabelecer um novo standard para os equipamentos de monitoramento em rede. Com um standard comum compartilhado por diferentes players do mercado, a mudança de padrão vai ser muito mais rápida.
A Axis é a líder no mercado de câmeras de rede. Quais são os próximos desafios?
MG: A meta da Axis é ser a número 1 no mercado de vigilância por vídeo global. Mas não pensamos em lançar produtos analógicos. Teremos essa liderança graças à mudança de padrão que já está se estabelecendo e que vai reduzir muito a participação das câmeras analógicas no mercado.
Sobre a Axis Communications
Fundada em 1984, na Suécia, a Axis Communications é uma empresa de TI que oferece soluções de vídeo para ambientes de rede em instalações profissionais. Líder mundial em seu segmento, a companhia orienta a mudança do vídeo analógico para digital com produto e soluções focadas em vigilância e monitoramento remoto.
A Axis opera globalmente com escritórios próprios em mais de 20 países e em parceria com distribuidores, integradores de sistemas e via parceiros OEM em 70 países. Em todo o mundo, são mais de 500 funcionários. Os mercados fora da Suécia respondem por mais de 95% das vendas e mais de 3 milhões de câmeras já foram vendidas em todo mundo.
Atualmente, suas soluções são distribuídas no país pela Anixter, CNT Brasil e Network1. Para mais informações, acesse www.axis.com.
Coletiva
de imprensa
Martin
Gren, inventor da câmera IP e co-fundador da Axis
Terça-feira,
3 de novembro, 10h
Hotel
WTC, Av. das Nações Unidas, 12.551
Fonte: Capital Informação
Monitoramento legal

Patrícia Peck dá dicas para que empresas monitorem ferramentas de trabalho nos limites jurídicos. Em um cenário mais difícil, em que os rumores de crise provocam mais cautela, mais conservadorismo, um outro efeito colateral também é gerado no ambiente corporativo paralelamente: o monitoramento.
Além de evitar riscos, a vigilância no uso dos recursos da empresa também procura reduzir desperdícios. Toda economia é válida e os gestores não têm como justificar gastos por mau uso ou abuso de funcionários no uso dos recursos da empresa.
A questão volta a ser tema central em muitas reuniões. Afinal, como fazer o monitoramento sem riscos jurídicos? Como validar o direito da empresa de verificar o uso adequado da ferramenta de trabalho sem que isso ultrapasse o limite legal e configure infração de privacidade, abuso de direito, perseguição, crime de interceptação, entre outras tipificações possíveis, dependendo do caso.
Primeiramente, o jurídico é responsável por normatizar as condutas na empresa. Todo profissional de Tecnologia da Informação ou de Segurança da Informação sabe que é importante atender as melhores práticas da ISO 27002, mas o que poucos conseguem, efetivamente, é estar em conformidade ao domínio 15 da mesma, que trata da questão jurídica.
Além disso, há dois motivos para que o empregador monitore o uso dos recursos. Um deles, muito legítimo, destina-se a proteger a empresa contra eventuais ameaças, em geral, situações de ataques, vírus e demais vulnerabilidades. Outro, mais polêmico, visa a gerar métricas de produtividade. Afinal, o mesmo software que faz a ronda eletrônica na rede da empresa é capaz também de revelar o que de fato cada profissional está fazendo.
Produtividade
Mas por que a questão da produtividade gera tantas controvérsias? Na verdade, o problema maior é que os computadores são testemunhas literais, relatam exatamente o que viram, mas fora de contexto. Por exemplo, há pessoas extremamente produtivas, que em duas horas do dia conseguem executar todas as suas tarefas e ganham tempo para fazer mais pesquisas, o que significa navegar na internet. Já há outras pessoas não tão eficientes que levam muito mais tempo do que esperado para realizar uma tarefa, e muitas vezes, não têm espaço para ler notícias, logo, usam menos os recursos de TI. Sendo assim, um relatório simples de monitoramento pode gerar uma análise equivocada de produtividade.
Este papel é e deve ser da área de Recursos Humanos e do gestor imediato do profissional, e não da área de Segurança da Informação. Um relatório de monitoramento pode dar muita margem a erros de interpretação e deve ser visto com cautela, devendo ser compartilhado de modo restrito na empresa.
As regras precisam estar claras entre as partes. Esta é a melhor recomendação para evitar riscos jurídicos.
Por Dra. Patricia Peck Pinheiro
Patrícia Peck Pinheiro lança terceira edição do livro Direito Digital

O livro Direito Digital, da advogada Patrícia Peck Pinheiro, está na sua 3ª edição com oito novos capítulos publicados pela editora Saraiva. A nova edição também atualiza com as principais novidades e andamento de projetos de leis relacionados à internet, e todo um consolidado de decisões judiciais que demonstram como os Tribunais vem decidido sobre a matéria.
O livro discute questões relacionadas à Privacidade, Segurança da Informação, Crimes Eletrônicos, Propriedade Intelectual, Guarda das Provas Eletrônicas, Perícia Digital, Contratos Eletrônicos, ou seja, todos os assuntos referentes à nossa vida digital, tanto em ambiente particular como profissional. “Estamos em uma sociedade cada vez mais conectada e que atua em tempo real. Quando a Sociedade muda, o Direito também deve mudar”, diz Patrícia Peck Pinheiro.
A autora analisa em uma linguagem didática, questões relacionadas ao cotidiano do leitor, o limite e a responsabilidade do uso da informação, em especial, o anonimato na rede, monitoramento de marca na internet, espionagem eletrônica, fraude eletrônica, gestão e digitalização de documentos, aspectos das eleições na internet, seguro de risco, VoIP – voz sobre IP, boas práticas para SLA – acordos de nível de serviço e web 2.0, além de temas como direitos autorais na Internet, consumidor online, mobile banking e internet banking, serviço de home-broker, direito de legítima defesa na Internet, conscientização de usuário, educação digital, entre muitos outros temas.
O prefácio é assinado pelo desembargador federal do Tribunal Regional Federal, da 3ª região, Newton de Lucca, membro da Academia Paulista de Direito e presidente da Comissão de Proteção ao Consumidor no âmbito do Comércio Eletrônico do Ministério da Justiça. Lucca faz várias referências à excelência da obra lançada pela Dra. Patrícia Peck Pinheiro e contribuição da especialista à elucidação dos temas ligados ao Direito Digital, principalmente, ao meio corporativo. Outros clientes também participam com comentários.


