Como o aumento dos Smart Offices vem desafiando a infraestrutura elétrica residencial - NetSeg

Como o aumento dos Smart Offices vem desafiando a infraestrutura elétrica residencial

Corporativo | 2026-10-30

A multiplicação de telas, consoles e dispositivos eletrônicos de alta performance estão transformando as residências em ambientes multifuncionais, acendendo o alerta de especialistas para a segurança e proteção dos ambientes e equipamentos.

A relação das famílias com a tecnologia e as mudanças nos formatos de trabalho vem transformando as residências em ambientes cada vez mais conectados e dependentes de energia. 
 
Esse cenário onde os computadores de alta performance para jogos, monitores múltiplos, consoles de última geração, notebooks corporativos, impressoras, celulares, carregadores, tablets e assistentes pessoais passaram a dividir o mesmo espaço dentro das residênciasvem transformando os lares em Smart Offices, consolidando uma tendência que só aumenta à medida que novos eletrônicos, mais inteligentes e autônomos vão sendo incorporados à rotina moderna. Esse movimento tem chamado a atenção de especialistas do setor elétricopara o fato de que o aumento da presença digital nos lares nem sempre vem acompanhado de planejamento, acendendo um alerta para a necessidade de revisão das condições físicas e elétricas necessárias para suportar esse aumento de carga.
 
Essa preocupação cresce no final do ano, época de maior consumo energético impulsionado pela combinação da instabilidade climática severa (muito comum no Verão) e a forte sobrecarga elétrica do período, aumentando as estatísticas de falhas e quedas de energia(apagões).
 
“As mudanças climáticas e o uso intenso dos sistemas de ar condicionado e refrigeração nos ambientes residenciais e comerciais representam hoje um dos principais desafios do planejamento energético do país, sobrecarregando a infraestrutura de geração, transmissãoe distribuição de energia”, afirma Jamil Mouallem, engenheiro elétrico e sócio-diretor da TS Shara, fabricante nacional de equipamentos de proteção energética.
 
Segundo o especialista da TS Shara, além da climatização, as decorações natalinas também contribuem para o aumento do consumo e estresse da rede elétrica, gerando sobrecargas severas que resultam em acidentes, curtos-circuitos e blecautes. “Quando múltiplosdomicílios adicionam essa carga simultaneamente, cria-se um gargalo nas redes de distribuição podendo interromper o fornecimento de energia em bairros inteiros, cidades e estados por longos períodos”, reforça o executivo.
 
Em razão desse cenário crítico da infraestrutura energética do Brasil, Jamil Mouallem defende que essa tendência de aumento da presença digital nos lares deve ser tratada com muita atenção por todas as camadas da sociedade: consumidores, empresas, governo paraque o sistema não estresse. “Setups modernos consomem mais energia, geram calor e dependem de uma qualidade de energia refinada para operar sem travamentos ou danos. Quando um único ambiente passa a concentrar dispositivos robustos que antes ficavam distribuídos,a infraestrutura elétrica residencial pode colapsar”, alerta.
 
Para o engenheiro elétrico da TS Shara, a percepção do problema geralmente só acontece quando já está instalado, seja quando faltam tomadas ou um disjuntor desarma, por exemplo. “O usuário investe milhares de reais em um PC gamer ou em um console de nova geração,mas o conecta à tomada usando adaptadores comuns conhecidos como 'benjamins' ou extensões de baixa qualidade. A proteção e o gerenciamento da energia precisam ser tratados como parte integrante dos investimentos em hardware”, recomenda.
 
Jamil Mouallem faz questão de ressaltar que a adequação desses ambientes não exige necessariamente grandes reformas estruturais, mas passa pela blindagem contra a anomalias da energia entregue pela rede concessionária. “Redes elétricas residenciais são suscetíveisa picos de tensão causados por raios ou pelo liga e desliga de motores. Sem barreiras adequadas, esses surtos diminuem a vida útil das fontes de alimentação dos equipamentos e podem comprometer a vida útil de componentes sensíveis, como placas-mãe, gerandoprejuízos muitas vezes maiores do que os investimentos em sistemas de proteção energética”, explica.
 
Segurança e continuidade operacional
Além do risco de queimar equipamentos, a perda de dados e a interrupção abrupta de atividades profissionais são outros fatores que costumam fazer parte do cotidiano de quem depende da energia para trabalhar. É nesse cenário que a infraestrutura de proteçãoenergética ganha papel estratégico dentro das residências.
 
“A proteção elétrica residencial precisa subir de nível para acompanhar a evolução dos eletrônicos. O ambiente de trabalho remoto exige essa estabilidade no fornecimento de energia. Uma simples oscilação de milissegundos pode corromper o sistema operacionalou o salvamento de um arquivo importante”, reforça Mouallem.
 
O especialista recomenda algumas medidas práticas que ajudam os usuários a tornar os Smart offices mais seguros e eficientes:
  • Dimensionar a carga do circuito: Verificar se a soma da potência dos equipamentos (expressa em Watts) não ultrapassa o limite seguro da fiação do ambiente;
  • Eliminar conexões improvisadas: Evitar o uso em cascata de adaptadores (um ligado no outro), que geram aquecimento por mau contato e risco de curto-circuito;
  • Adotar protetores de energia e filtros de linha profissionais: Utilizar dispositivos que contenham varistores para absorver picos de tensão vindos da rua, protegendo as fontes dos dispositivos eletrônicos;
  • Utilizar nobreaks para redundância: Em sistemas onde a perda de dados ou a desconexão pode gera prejuízos, o uso de um nobreak compatível garante a autonomia necessária para o salvamento seguro dos sistemas durante um apagão;
  • Garantir a refrigeração do ambiente: Manter as saídas de ar dos computadores e consoles livres, evitando posicioná-los sobre tapetes ou encostados muito próximos as paredes, otimiza o consumo de energia e evita o superaquecimento do circuito elétrico.
“A tecnologia continuará avançando e demandando mais energia e estabilidade. Com essas medidas simples, é possível manter o ambiente de trabalho seguro e ao mesmo tempo acompanhar a evolução tecnológica sem que a alta performance dos eletrônicos não seja prejudicadapor falhas invisíveis da rede elétrica”, conclui Jamil Mouallem.
 
Sobre Jamil Mouallem??é sócio-diretor da TS Shara, fabricante nacional de nobreaks, estabilizadores de tensão, filtros de linha, autotransformadores e protetores de rede inteligentes, Jamil é engenheiro elétrico graduado em Engenharia Elétrica pela UniversidadeFESP (Faculdade de Engenharia de São Paulo) e pós-graduado em Administração Industrial pela USP. O executivo possui mais de 30 anos de experiência profissional, com passagens por grandes empresas de Tecnologia como a fabricante Microtec e a multinacional americanaMainframes Burroughs. 
 
Perfil - TS Shara???
A TS Shara é uma empresa 100% nacional, que há mais de 34 anos atua no desenvolvimento e produção de soluções de proteção de energia, sendo líder no segmento de baixa e média potência oferecendo uma linha completa de produtos que somam mais de 250 itens paraatender o mercado SOHO.???
 
Com sede e planta fabril em São Paulo, a empresa exporta para mais de 15 países e?está presente em todo o território nacional por meio da sua rede de parceiros, revendedores e distribuidores, que juntos totalizam mais de 380 canais, além de 250 unidades deassistência técnica. 
 
Todos os produtos fabricados pela TS Shara passam por um rigoroso controle de qualidade, reconhecido pelos principais órgãos do setor, entre eles o Certificado de Qualidade de acordo com a norma ISO 9001, que a empresa mantém há mais de vinte anos.