InfraFM 2026 destaca conhecimento, experiência e negócios na abertura da 13ª Expo e 21º Congresso
Durante a cerimônia de abertura da InfraFM, aberta na manhã desta terça-feira (9), no Expo Center Norte, Léa Lobo, idealizadora e head de conteúdo do evento, e Rimantas Sipas, COO do Italian Exhibition Group Brasil, destacaram a importância da parceria entre as instituições e o compromisso compartilhado de impulsionar o desenvolvimento do setor de Facility Management.
Diante de um público formado por profissionais, expositores e lideranças do mercado, os representantes celebraram mais uma edição do evento, que chega à sua 13ª Expo e ao 21º Congresso consolidado como um dos principais pontos de encontro do setor no país.
“Sentimos a responsabilidade de organizar um evento desse porte, mas é uma pressão positiva que nos impulsiona a manter o alto padrão da programação, da exposição e das experiências oferecidas aos participantes”, afirmou Léa Lobo.
Sipas agradeceu o empenho das equipes envolvidas na montagem e organização do evento, destacando o trabalho realizado nos últimos dias para garantir a entrega da estrutura dentro do prazo. Ele também reforçou os três pilares que orientam a proposta da InfraFM: conhecimento, experiência e geração de negócios.
“Queremos que todos os participantes encontrem aqui oportunidades para aprender, trocar experiências e desenvolver novos negócios. Esse é o nosso grande objetivo”, afirmou.
Brasil consolida protagonismo no mercado latino-americano de Facility Management
O painel de abertura do 21º Congresso InfraFM reuniu especialistas para discutir o tema “O futuro global do FM e o papel da América Latina, tendo o Brasil como protagonista”.
Mediado por Satoshi F. Yadoya, diretor da Plataforma Técnica de Facilities da Sodexo, o debate contou com a participação de Fátima Bottameli, diretora LatAm de Soluções de Gerenciamento de Facilities da JLL, Alípio Neto, diretor de Operações da CBRE, e Rodrigo Costev, diretor de Operações de Facilities da Cushman & Wakefield.
Ao contextualizar a discussão, Yadoya destacou que o mercado de Facility Management na América Latina movimenta cerca de US$ 154 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 54 bilhões são gerados pelo Brasil.
Para Bottameli, esses números ajudam a explicar o crescente interesse de empresas globais pela região. Segundo ela, o Brasil tem atraído investimentos relevantes e se mantém como o principal mercado latino-americano, embora ainda enfrente desafios que impactam sua competitividade.
“O país tem recebido importantes investimentos, mas ainda fica atrás de localidades com menos entraves, como o México, que possui uma legislação trabalhista mais simples”, observou.
Ao abordar a maturidade do mercado brasileiro, Neto apontou a coexistência de dois cenários distintos. “Temos o cenário do improviso, que se preocupa apenas com preço, e o da profissionalização, que entrega resultados mensuráveis e acompanhados por indicadores de desempenho”, afirmou. Para ele, ampliar a valorização da gestão profissional é fundamental para o avanço do setor.
Costev reforçou a necessidade de uma análise mais estratégica das decisões relacionadas à redução de custos. “A redução de custos precisa ser avaliada também pelos riscos que ela traz. Sempre que uma empresa adota essa estratégia, deve estar preparada para lidar com as consequências. Por isso, os profissionais de FM precisam assumir um papel cada vez mais consultivo, avaliando riscos e contribuindo para decisões mais sustentáveis para o negócio”, destacou.
Ao final do debate, os participantes convergiram na avaliação de que o crescimento do Facility Management na América Latina passa pela profissionalização, pela adoção de indicadores de desempenho e pelo fortalecimento do papel estratégico dos gestores. Nesse cenário, o Brasil mantém posição de destaque como principal mercado da região e um dos mais promissores para a expansão do setor.
Cases abordam desafios e soluções para novos modelos de trabalho
Os novos modelos de trabalho têm impactado diretamente o mercado de Facility, Property e Workplace Management. Esta realidade ficou ainda mais nítida com dois cases apresentados no painel intitulado “Trabalho líquido mostrará como o modelo híbrido e a economia sob demanda redesenham o papel dos FM”, que faz parte da programação do 21º Congresso InfraFM.
Com mediação de Érica Prata, Arquiteta e Cofundadora da AKMX, o encontro reuniu Julita Machado Vezzani, especialista em Infraestrutura, e Paula Martins, gerente sênior de Operações e Serviços no Bradesco Seguro, para compartilhar suas vivências em dois cases que trouxeram desafios e aprendizados.
Vezzani apresentou em detalhes as etapas da desmobilização de um dos maiores call centers de São Paulo, que tinha 15 mil m² e mais de 2.500 postos. O prazo para a tarefa: quatro meses.
“Logo no início, eu percebi que meu time estava desestruturado diante de uma mudança tão repentina e de um desafio imenso”, revela a especialista que, para contornar a situação, passou a aplicar cinco ferramentas de gestão que foram essenciais para o sucesso da empreitada. “Ser uma liderança mais participativa foi o primeiro passo, pois isso me aproximou do time, assim, passamos a fazer reuniões diárias de alinhamento, reorganizamos os times a partir de soft skills para otimizar as habilidades das pessoas, trouxemos experts de outras unidades para compartilhar conhecimento e investimos em governança de qualidade durante o processo.”
Como legado dessa experiência, Vezzani destaca a importância de ser uma liderança próxima do operacional e de transmitir para a equipe a visão do negócio, para que o trabalho não seja só execução, mas compreensão do porquê está sendo feito.
Já Martins relatou o case de transferência da sede da Bradesco Seguros de Alphaville para um edifício histórico na avenida Paulista, que também acomodaria colaboradores de outras sucursais, centralizando a operação no novo endereço. “A logística envolveu acomodar 2.700 pessoas em pouco mais de dois mil postos de forma organizada e estruturada”, ilustra Martins. “Isso exigiu a adoção de um modelo de trabalho híbrido de compartilhamento de estações, o que demandou planejamento e gestão inteligente de espaços.”
Mais do que atender a demanda por organizar a ocupação, toda a infraestrutura foi tratada como fator direto de produtividade e engajamento, e o conceito de trabalho líquido, que visa o equilíbrio entre esforço, produtividade e experiência, norteou as decisões do layout e da operação. “Mais do que investir em ferramentas de agendamento de posições, passamos a fazer um monitoramento para melhorar a ocupação e ter previsibilidade frente ao crescimento dos times ou o surgimento de novas necessidades”, conta Martins. “No fim, entregamos um espaço no qual o colaborador sente satisfação em estar e isso impacta a experiência e contribui para melhorar a produtividade.”
Fórum Cebrasse de Inovação destaca tecnologia e transformação digital
A inovação tecnológica e a transformação digital foram os principais temas debatidos no Fórum Cebrasse de Inovação 2026, que está sendo realizado na InfraFM. O evento reúne empresários, especialistas e profissionais do setor de serviços para discutir soluções para aumentar a eficiência, a produtividade e a competitividade das empresas de serviços no País.
A programação do Fórum, nos dias 10 e 11, traz palestras e debates sobre inteligência artificial, automação de processos, sustentabilidade e novas tecnologias aplicadas à gestão de serviços e facilities.
Na abertura do evento, o presidente da Cebrasse, João Batista Diniz Júnior, reforçou a importância da tecnologia como fator estratégico para o crescimento das empresas. “Investir em inovação é um caminho fundamental para enfrentar os desafios do mercado e acompanhar as mudanças da economia digital.”
Na sequência, o professor e painelista, Luiz Marins, falou sobre as vantagens comparativas do Brasil no mundo e o interesse de investidores internacionais no País. “Eles têm uma visão muito clara das vantagens comparativas do Brasil em relação aos países com os quais competimos e com os quais somos comparados como Indonésia, Turquia, Filipinas, Malásia, Índia, Vietname, Mianmar e mesmo México e Argentina. A opinião é do professor Luiz Marins.
Além dessas vantagens comparativas, segundo Marins, não podemos nos esquecer que o Brasil é responsável pela segurança alimentar do mundo de hoje. “Já alimentamos mais de um bilhão de pessoas por dia no mundo. Somos hoje os maiores produtores e exportadores de café, suco de laranja, carne bovina, açúcar e etanol, soja, entre outros produtos do agronegócio, além de maior produtor de carne de frango, sendo o país que mais manda proteína para o mundo na atualidade.”
Representando cerca de 80 entidades patronais de quase 70 segmentos econômicos, a Cebrasse reúne associações, federações e sindicatos que representam mais de 878 mil empresas e mais de 12 milhões de trabalhadores formais em todo o país. Segundo a entidade, o setor de serviços responde por aproximadamente 72% do PIB brasileiro e permanece como o principal gerador de empregos da economia nacional.
Plataformas integradas de gestão corporativa
A busca por maior eficiência operacional, integração de dados e decisões baseadas em inteligência de negócios tem impulsionado o crescimento das plataformas integradas de gestão corporativa, um dos principais destaques da Expo InfraFM 2026, que segue até quinta-feira (11), no Expo Center Norte. Análise automática de dados operacionais, tornando a tomada de decisão mais rápida e precisa. transparência e eficiência para organizações que enfrentam desafios cada vez maiores relacionados à sustentabilidade, segurança e continuidade dos negócios são os objetivos buscados.
Entre as marcas expositoras, a Colorkrew apresenta sua plataforma integrada de gestão corporativa voltada à otimização de espaços e operações em ambientes híbridos. “São soluções para controle de salas, cabines, auditórios, refeitórios, estacionamento, recepção de visitantes, chamados internos e gestão de inventário, tudo centralizado em uma única plataforma com integração nativa a Google, Microsoft, Slack e Zoom”, explica Marcelo Mesquita, gerente de Contas da empresa. “Também apresentamos recursos de automação por inteligência artificial e monitoramento em tempo real, reforçando sua proposta de aumentar a eficiência operacional, reduzir desperdícios de espaço e simplificar a gestão de facilities nas empresas.”
Já a WiseOffices apresenta a Workplace OS, uma plataforma integrada para gestão inteligente de espaços corporativos. A solução conecta reservas, chamados, ocupação, presença e controle de acesso em um único sistema, transformando a operação de facilities em uma fonte estratégica de dados e inteligência operacional.
“Sensores que monitoram a ocupação real dos ambientes, check-in automático e gestão centralizada com rastreabilidade e visão unificada da operação”, afirma Pedro Abenante, CEO da Wise. “Nossa proposta é substituir processos manuais e ferramentas desconectadas por uma gestão baseada em dados, reduzindo desperdícios, aumentando a eficiência operacional e apoiando decisões mais estratégicas sobre uso dos espaços corporativos.”
Empresas trazem soluções que otimizam manutenção e mitigam riscos
Manutenção preditiva baseada em IA, rapidez na reposição de peças e modelos de negócios “as a service” se destacam na InfraFM como avanços que melhoram a eficiência operacional da gestão de facility e mitigam riscos de downtime.
Para negócios nos quais a climatização vai além de conforto térmico e tem impacto direto na operação, a Neshop aposta na rapidez como diferencial competitivo para quem não pode esperar. "Focamos no público que não pode se dar ao luxo de esperar dias por uma peça de reposição para realizar uma manutenção crítica”, explica o diretor Comercial Adaílson Teixeira. “Além do estoque pronto para entrega, oferecemos um serviço consultivo para ajudar clientes a montarem estoques estratégicos sob medida para suas necessidades.”
A climatização é também o foco da Vulp Air, que apresenta um modelo de negócio baseado em assinatura no molde “as a service”. É o que explica Marcelo Rodrigues, diretor Comercial da empresa: "Na prática, a gente compra a dor de cabeça do cliente e ele não precisa mais se preocupar com o ar-condicionado. É um modelo que vai além da manutenção tradicional, nossa gama de soluções abrange todo o ecossistema de climatização, da locação dos equipamentos à manutenção preventiva ou crítica.”
No campo da tecnologia aplicada à manutenção, a Fracttal traz ao mercado soluções que integram CMMS (Sistema de Gestão de Manutenção Computadorizado), IoT e inteligência artificial para elevar a previsibilidade operacional. "Nossa IA integrada é capaz não só de analisar as informações, mas também orientar a tomada de decisão e criar planos de manutenção preventiva mais eficientes ", explica Nicolas Pereira, gerente de Negócios. “O impacto prático é significativo: tarefas que antes demandavam dias passam a ser executadas em minutos".
Serviço
Expo InfraFM e Congresso InfraFM 2026
Data: 9 a 11 de junho
Horário: das 10h às 20h
Local: Expo Center Norte (Pavilhão Azul)
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP
Inscrições e programação: www.infrafm.com.br
Sobre a Expo InfraFM e o Congresso InfraFM
A InfraFM posiciona-se como o principal hub de FM na América Latina. Desde 1999, conecta profissionais gerando um importante impacto no setor. Organizada pela IEG Brasil, a feira reúne marcas das áreas de limpeza, conservação, jardinagem, manutenção e operação, gestão imobiliária, de obras e projetos, mobiliário e ergonomia, arquitetura, restaurantes, academias, eventos, transportes, segurança e tecnologia, entre outras. O Facility Management (FM) é uma atividade abrangente que engloba várias áreas essenciais para a gestão eficiente de instalações e propriedades, tendo como foco o bem-estar das pessoas nos ambientes de trabalho. Compreende a negociação, administração e avaliação de contratos com fornecedores de serviços e produtos.
Sobre o IEG
Em 2022, a IEG – Italian Exhibition Group, um dos principais organizadores de feiras e congressos da Europa, iniciou suas atividades no Brasil com o objetivo de expandir sua presença no país por meio do grupo IEG Brasil. Atualmente, o portfólio inclui feiras voltadas aos setores de alimentos, saúde, bem-estar, esquadrias, tratamento de superfícies, geotecnologias, drones, espaço, facility management, construção e agroindústria: NIS Summit, Fesqua, Fesqua Vetro, Feipat, Ebrats, DroneShow, MundoGEO Connect, SpaceBR, e-VTOL, Expo InfraFM, Smart City Business Brasil e Fenagra.
A IEG – Italian Exhibition Group, listada na Bolsa de Valores de Milão, consolidou-se como líder na organização de feiras e congressos B2B na Itália, com atuação em seis áreas temáticas principais:Alimentos & Bebidas, Joias & Moda, Bem-estar, Esportes & Lazer, Turismo & Hospitalidade, Estilo de Vida & Inovação, Meio Ambiente & Tecnologia.
O grupo organiza mais de 50 feiras e 190 eventos e congressos por ano. Nos últimos anos, iniciou um processo de internacionalização por meio de aquisições e parcerias estratégicas no Brasil, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China.
Em 2025, a Italian Exhibition Group encerrou o ano com receitas consolidadas de 266 milhões de euros, com um crescimento de 6,6% em relação a 2024, e EBITDA ajustado de 71 milhões de euros, com um crescimento de 7,9%.


















